Agente foi baleado no peito por PM da Rota durante ação no Capão Redondo; ele não usava colete nem identificação da Polícia Civil.

Foto: Reprodução/Vídeo
Imagens de uma câmera corporal registraram o momento em que o sargento Marcus Augusto Mendes, da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), atirou contra dois policiais civis durante uma operação no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, em 11 de julho. O agente de telecomunicações Rafael Moura, de 35 anos, foi atingido no peito e morreu dias depois. O investigador Marcos Santos de Sousa foi ferido de raspão.
As imagens mostram que, ao entrar na comunidade, o sargento se deparou com Marcos usando colete balístico e, aparentemente, armado. Atrás dele estava Rafael, que não usava colete nem qualquer identificação da Polícia Civil. Em fração de segundo, o PM dispara. Logo após os tiros, os policiais civis gritam que são da corporação. Rafael, mesmo gravemente ferido, ainda tenta se identificar: “Eu sou polícia, caralho”, grita, antes de cair no chão.
O sargento da Rota fica visivelmente abalado e pede socorro, enquanto colegas do agente ferido reagem com desespero e revolta. Um deles chega a gritar: “Ele tomou no peito, porra. Vai tomar no cu, filha da puta!”
Rafael foi socorrido ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que sua atuação na operação estava autorizada por portaria interna da Polícia Civil, mas não comentou a ausência de colete ou identificação.
As defesas dos PMs envolvidos alegam que a reação foi legítima, já que não houve verbalização de que os civis eram policiais e um deles aparentava apontar uma arma. Também destacaram que os militares prestaram o devido socorro à vítima.
O caso segue sob investigação.
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