Servidora pública morre à espera de regulação em Feira de Santana

Ana Nobrega
Pavimentação

Servidora morreu após dias aguardando transferência por meio da regulação estadual.

Foto: Reprodução/Central de Polícia


Morreu na madrugada de segunda-feira, dia 12, a servidora pública de Feira de Santana, Cláudia Rocha Vieira, de 59 anos.

Ela estava internada há três dias na UPA da Queimadinha, aguardando regulação para uma unidade especializada. Cláudia atuava no CRAS do bairro Conceição e foi diagnosticada com suspeita de pancreatite aguda.

Segundo a prefeitura, a UPA não tem estrutura para internação prolongada e a Central Estadual de Regulação foi acionada no domingo e novamente na segunda-feira, mas o quadro de saúde se agravou.

Cláudia morreu por volta da meia-noite.

OPINIÃO DO REDATOR:

Mais uma vez, a regulação da saúde mostra sua face mais cruel. Uma servidora pública, que dedicou a vida ao atendimento da população, morreu esperando por uma vaga que não chegou a tempo.

A pergunta que fica é: até quando pacientes vão continuar morrendo em unidades de saúde, que não têm estrutura para internação prolongada, aguardando uma transferência que se arrasta por horas ou dias?

A regulação, que deveria salvar vidas, tem se tornado sinônimo de demora, burocracia e sofrimento. Enquanto isso, famílias choram perdas que talvez pudessem ser evitadas com um sistema mais ágil, humano e eficiente.

Não é apenas um caso isolado. É um alerta grave sobre a falência de um modelo que precisa, urgentemente, ser revisto.


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