PT apela a Davi Alcolumbre para anular a quebra de sigilos de Lulinha

Ana Nobrega
Pavimentação

A decisão foi tomada durante sessão recente da comissão e gerou forte contestação entre parlamentares.

Foto: Reprodução/Internet


Parlamentares da base governista ligados ao PT vão recorrer ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar anular a votação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que aprovou a quebra dos sigilos telemático e bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva [veja aqui].

A decisão foi tomada após a comissão, presidida pelo senador Carlos Viana, anunciar o placar de 16 votos favoráveis e 7 contrários, entre 31 parlamentares presentes. Deputados petistas contestam a contagem e afirmam que o número correto de votos contrários seria 14, o que, segundo eles, alteraria o resultado final.

Durante a sessão, o deputado federal Paulo Pimenta pediu a anulação imediata da votação. “Requeiro a Vossa Excelência que anule o resultado por erro material da contagem e que anuncie o resultado verdadeiro, baseado nas imagens e nas fotos”, declarou, dirigindo-se ao presidente da comissão. O parlamentar ainda afirmou que, caso não houvesse revisão, a atitude poderia ser interpretada como “ação deliberada para fraudar o resultado da votação”.

Em seguida, Pimenta anunciou que levará o caso ao comando do Congresso Nacional. “Diante deste fato, iremos ao presidente do Congresso para solicitar a imediata anulação do que ocorreu aqui”, afirmou. O deputado também informou que pretende apresentar representação no Conselho de Ética contra o presidente da CPMI.

Resposta da presidência da CPMI

Em resposta, Carlos Viana rebateu as acusações e afirmou que a questão estava “superada”. Segundo ele, a contagem foi conferida durante a votação, inclusive com parlamentares ainda sentados no plenário.

Após anunciar intervalo na sessão, o senador declarou que a oposição poderia questionar o resultado, mas garantiu que o procedimento seguiu o regimento interno. “É a mesma regra que eles me colocaram logo no início da sessão”, afirmou.

Questionado se acreditava que os petistas seriam recebidos por Davi Alcolumbre, Viana respondeu: “Não sei”. E concluiu: “Eu segui o regimento. Agora, daqui para a frente, está quebrado o sigilo e mantido o resultado.”


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