Mais um recorde: arrecadação de impostos atinge R$ 203,1 bi em setembro; um aumento de quase 10% acima da inflação

Ana Nobrega
Pavimentação

Volta da cobrança de PIS/Cofins sobre combustíveis, tributação de fundos exclusivos e atualização de bens influenciaram o resultado, segundo a Receita.

Foto: Internet

A arrecadação de impostos e outras receitas federais subiu quase 10% em termos reais de janeiro a setembro e renovou recordes.

Nesses nove meses, os cofres do governo federal receberam R$ 1,934 trilhão, o que representa um aumento de 9,7% sobre o apurado no mesmo intervalo de 2023, já descontada a inflação. Trata-se do maior valor da história para o período.

Além disso, os R$ 203 bilhões arrecadados em setembro foram os maiores da história para o mês. Em termos reais, o valor é 11,6% maior que o contabilizado um ano antes, segundo relatório publicado nesta terça-feira (22) pela Receita Federal.

De acordo o documento, o aumento da arrecadação de impostos neste ano está relacionado às variáveis macroeconômicas, à retomada da cobrança de PIS/Cofins sobre combustíveis, à tributação dos fundos exclusivos e à atualização de bens e direitos no exterior.

As medidas de aumento de tributação citadas no relatório foram implantadas a partir de 2023 e fazem parte do esforço do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para ajustar as contas públicas pelo lado das receitas.

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