Medida ocorre em meio à queda de popularidade do governo federal e a tentativa de reverter o cenário negativo.

Foto: Google Imagens
Os contratos de publicidade firmados por ministérios, bancos e estatais no governo Lula (PT) podem alcançar R$ 3,5 bilhões em 2025, impulsionados por licitações em andamento para a contratação de agências de propaganda.
A ampliação ocorre em meio à tentativa do presidente de conter a queda na popularidade de sua gestão. Em janeiro, Lula promoveu mudanças no comando da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência, após críticas públicas ao desempenho da pasta.
O petista também busca fortalecer a divulgação de programas que pretende consolidar como marcas de seu terceiro mandato, como o Pé-de-Meia, do Ministério da Educação, e o Mais Acesso a Especialistas, do Ministério da Saúde.
Órgãos públicos ligados ao governo federal justificam a expansão dos contratos publicitários como uma medida para ampliar a transparência e disseminar informações sobre políticas públicas, destacando as ações promovidas por ministérios e estatais.
A previsão de gastos com publicidade abrange 21 órgãos federais que já firmaram contratos ou têm processos licitatórios em aberto. Entre as seleções em andamento, quatro disputas somam aproximadamente R$ 700 milhões.
O maior certame em curso envolve os Correios, que destinam R$ 380 milhões para reposicionar sua marca após anos sem investimento em publicidade. A estatal afirma competir com grandes empresas do setor de encomendas e logística, incluindo multinacionais que fazem altos aportes em propaganda.
Apesar do montante expressivo, o contrato dos Correios será menor que os do Banco do Brasil (R$ 750 milhões), da Secom (R$ 562,5 milhões) e da Caixa (R$ 468,1 milhões). Já a Infraero tem o menor investimento do grupo, com previsão de R$ 7 milhões anuais.
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