O crime aconteceu na cidade de Ipecaeta, na Região Metropolitana de Feira de Santana.

Foto: Reprodução/Central de Polícia
Camilo Gomes de Almeida Neto, de 23 anos, foi assassinado na localidade de Maria Preta, em Ipecaeta, durante uma cavalgada. O crime ocorreu neste domingo e o principal acusado é um primo da vítima. Camilo morava na Fazenda Riacho Fundo e deixou um filho de 3 anos.
O pai da vítima, o senhor Antonio Pereira, denunciou em entrevista que o atirador foi o primo de Camilo. Ele narrou os momentos de terror e a dor da perda.
Segundo o relato, o crime ocorreu em meio a um “paredão” de som, quando o jovem foi surpreendido por disparos pelas costas. Camilo ainda tentou escapar, atravessando um açude a nado, mas não resistiu aos ferimentos.
O pai da vítima revelou que o crime pode ter sido motivado por uma dívida relacionada à venda de bilhetes de uma moto. O principal suspeito, o primo de Camilo, já vinha proferindo ameaças e intimidando a vítima.
“Ele atirava para cima, passava de frente da casa, atirava para cima umas duas ou três vezes e falou que ia matar”, desabafou o pai, que lamenta não ter denunciado as ameaças à polícia por falta de provas e testemunhas. “A gente tem medo até de morrer também”, confessou.
O pai de Camilo expressou sua indignação com a impunidade e o medo de que o assassino continue solto, representando um risco para a família. “Eles vão se apresentar e vão ficar andando na cidade, como sempre foi”, lamentou.
Camilo deixa um filho de 3 anos, que mora com o avô. “Abraçou, beijou, falou ‘papai não demora não, que vovô vai trabalhar amanhã com a moto. Eu volto já’”, recordou o pai, emocionado.
A polícia investiga o caso.
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