Interdição na BR-116 em Serrinha continua após prazo de obra ser estendido

Ana Nobrega
Pavimentação

Tráfego segue em interdição parcial, com veículos usando meia pista ou via lateral não pavimentada, gerando lentidão na região.

Foto: Vinícius Carvalho


O prazo para conclusão da obra emergencial no trecho da BR-116 onde uma cratera se abriu foi estendido e o tráfego continua operando com interdição parcial entre os municípios de Serrinha e Teofilândia, no interior da Bahia. O caso aconteceu na terça-feira (3) e o trânsito passou a fluir de forma lenta nos dois sentidos.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) responsável pela obra informou que os trabalhos devem durar até o dia 14 de março de 2026.

Segundo o órgão, após uma nova avaliação técnica, foi constatado que não seria viável apenas recompor o trecho danificado. Por isso, será realizada uma obra nova de reconstrução da estrutura.

Como ficará o tráfego durante a obra

Inicialmente, as equipes vão reconstruir a parte da pista que cedeu. Durante esta fase, os veículos que trafegam no sentido Euclides da Cunha – Feira de Santana vão utilizar a parte da pista que permaneceu preservada.

Após a conclusão dessa etapa, o Dnit deverá demolir o trecho que atualmente está intacto para dar continuidade à nova estrutura. Nesse momento, os veículos que seguem no sentido Euclides da Cunha – Feira de Santana passarão a circular pela parte recém-construída.

Já os motoristas que trafegam no sentido Feira de Santana- Euclides da Cunha continuam utilizando uma via lateral não pavimentada, improvisada pelo Dnit ao lado da rodovia.

O Dnit informou que o problema foi causado pelo rompimento de um bueiro tubular existente, com cerca de um metro de diâmetro. O rompimento provocou um processo erosivo que resultou no colapso de parte do aterro da rodovia no local.

Como solução definitiva para restabelecer as condições de drenagem e estabilidade da pista, está sendo implantado um bueiro celular de concreto, com seção aproximada de 2,20 metros, além da recomposição do aterro.

Até o momento, já foram realizados serviços como escavação da área afetada, remoção de material instável, regularização da escavação, ajuste provisório dos taludes e preparação da base para a instalação do novo sistema de drenagem.

Os próximos passos, segundo o departamento, incluem a execução do berço da estrutura, o assentamento das aduelas do novo bueiro celular e a recomposição do aterro, seguidos das proteções hidráulicas necessárias para garantir a estabilidade definitiva do trecho.

Para permitir a execução dos serviços, o tráfego segue funcionando em meia pista, com sinalização e controle operacional.

Foto: Vinícius Carvalho


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