Deitar após comer faz mal? Veja os perigos do hábito e como evitar consequências

Ana Nobrega
Pavimentação

Entenda por que esse hábito comum pode desencadear problemas digestivos graves, prejudicar o sono e comprometer a saúde a longo prazo.

Foto: Reprodução/Pexels


Deitar no sofá ou ir direto para a cama logo após as refeições pode parecer inofensivo, mas o costume esconde riscos sérios para a saúde digestiva e respiratória. Segundo especialistas, a prática está diretamente associada a quadros de refluxo ácido, distúrbios do sono e, em casos extremos, pode até exigir cirurgia.

Entre os principais problemas provocados por esse hábito está o refluxo gastroesofágico crônico — condição na qual o conteúdo ácido do estômago retorna ao esôfago, causando inflamação constante.

“O refluxo é só o começo. Quando não é tratado, pode desencadear um efeito dominó no sistema digestivo e até afetar as vias respiratórias”, explica o gastroenterologista Pedro Henrique.

Outro risco é o desenvolvimento de hérnia de hiato, um distúrbio que ocorre quando parte do estômago é empurrada para cima devido à pressão abdominal — situação comum quando a pessoa se deita com o estômago cheio. Esse deslocamento prejudica a digestão e intensifica os episódios de refluxo, alertam os médicos.

A exposição contínua ao ácido estomacal também pode provocar esofagite erosiva, inflamação que gera feridas no esôfago e provoca dores intensas ao engolir. Além disso, o chamado refluxo silencioso, que ocorre durante o sono, pode causar engasgos noturnos, rouquidão pela manhã e até apneia do sono, comprometendo a qualidade do descanso e elevando o risco de doenças cardiovasculares.

Nos casos mais graves, em que nem medicamentos nem mudanças de estilo de vida são eficazes, a cirurgia pode ser o único caminho. Para evitar esse cenário, os especialistas reforçam medidas simples de prevenção: evitar deitar após comer, fazer refeições leves à noite, mastigar bem os alimentos e manter uma dieta equilibrada.


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