Mudanças nos encargos do setor elétrico e projeções de reajustes acima da inflação podem pressionar as tarifas; aumento dependerá de cada distribuidora.
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A conta de energia elétrica no Nordeste poderá ficar mais cara em 2027, devido a mudanças na distribuição dos encargos do setor elétrico e à previsão de reajustes tarifários acima da inflação.
Um dos principais fatores é a revisão das regras de cobrança da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que financia subsídios e políticas públicas do setor. A redistribuição dos custos poderá aumentar o peso dos encargos sobre a região, enquanto outras partes do país poderão registrar alívio.
As projeções citadas para 2027 indicam reajustes que podem variar de aproximadamente 2,5% a 8,8%, conforme a distribuidora. Os percentuais, porém, ainda dependem das definições tarifárias de cada concessionária.
Medidas para reduzir os impactos
Para amenizar os aumentos, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou o direcionamento de cerca de R$ 5,5 bilhões, provenientes da repactuação do Uso de Bem Público (UBP) de hidrelétricas, para distribuidoras que atendem áreas da Sudene e da Sudam.
Na Bahia, o impacto dependerá das regras aplicáveis à concessionária responsável pelo fornecimento em cada município, além dos custos de geração, transmissão e distribuição.
Apesar das projeções, ainda não há um percentual único de reajuste confirmado para todo o Nordeste. Os valores efetivos serão conhecidos após a definição dos reajustes específicos pela agência reguladora.
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