Amazônia registra quinto mês seguido de alta no desmatamento e na degradação florestal

Ana Nobrega
Pavimentação

Degradação da Amazônia atinge nível mais alto em 15 anos, com aumento de 326% em outubro.

Foto montagem: AP

A Amazônia enfrenta o quinto mês consecutivo de aumento no desmatamento e na degradação florestal, conforme dados divulgados pelo Sistema de Alerta de Desmatamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

A degradação — que inclui danos causados por queimadas e extração de madeira — atingiu 32.869 km² entre janeiro e outubro, o equivalente a cerca de 10 mil campos de futebol destruídos por dia. Esse cenário é o mais grave dos últimos 15 anos.

Somente em outubro, 6.623 km² de floresta foram degradados, uma área quatro vezes maior que a cidade de São Paulo. Esse número é alarmante: representa um aumento de 326% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram registrados 1.554 km² de área degradada.

Bolsonaro critica silêncio de artistas sobre a Amazônia

O ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, Carlos Bolsonaro, usaram as redes sociais para criticar o que consideram o silêncio de artistas que, durante seu governo, se posicionaram em defesa da Amazônia. Eles questionaram por que esses mesmos artistas não se manifestaram diante do aumento do desmatamento e das queimadas no atual governo.

A publicação gerou debate nas redes, com apoiadores e críticos discutindo a responsabilidade ambiental e o papel dos governos na preservação da maior floresta tropical do mundo.

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