Projeto abandonado para criação do Parque do Gravatá reacende debate sobre preservação e lazer no município.

Foto: Arquivo/PAP
Enquanto muitas cidades transformam seus açudes em áreas de lazer que aliam beleza e funcionalidade — como Feira de Santana, Araci, Santaluz e Ribeira do Pombal —, Serrinha enfrenta o desafio de preservar e valorizar suas aguadas. Infelizmente, vários açudes do município, como o Açude da Bomba, já desapareceram devido à ação do tempo e, sobretudo, à intervenção humana.
O Açude do Gravatá, construído pela Leste Brasileira, ainda resiste ao tempo, mas sua potencialidade está sendo subutilizada. Atualmente, ele serve para diversas finalidades, como a pesca, a dessedentação de animais e atividades recreativas informais. Contudo, também sofre com a poluição, sendo utilizado como depósito de efluentes com altos índices de contaminantes.
Oportunidade perdida
Em 2022, o secretário municipal de Meio Ambiente, Diego Tomaz, apresentou à Câmara Municipal um projeto ambicioso: a criação do Parque do Gravatá [veja fotos aqui]. A proposta previa a construção de um espaço completo, incluindo parque aquático, jardins e áreas para práticas esportivas, que prometia se tornar um marco histórico e turístico para Serrinha. No entanto, a iniciativa não avançou, pois nenhum vereador assumiu a liderança para concretizá-la.
Um apelo pela preservação
Enquanto isso, ambientalistas e a população continuam clamando pela preservação e revitalização do Açude do Gravatá. Eles acreditam que transformar o local em uma área de lazer traria benefícios não apenas ambientais, mas também sociais e econômicos para a comunidade.
Resta saber se o poder público de Serrinha enxergará o potencial desse patrimônio natural antes que ele tenha o mesmo destino de outros açudes já perdidos no município. Afinal, será que ainda há tempo para salvar o Gravatá e transformá-lo em um espaço de convivência e lazer para todos?
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