Ex-prefeito diz que fala de Jerônimo demonstra “insensibilidade” e aponta falhas na saúde e em outros setores da Bahia.

ACM Neto e Jerônimo Rodrigues – Fotomontagem: Aílton Pimentel
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, reagiu com firmeza às declarações do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que admitiu ter orientado a secretária de Saúde do estado, Roberta Santana, a “deixar os pacientes no corredor” dos hospitais baianos. A resposta de Neto foi dada na sexta-feira (14), durante o lançamento do Natal Luz, em Conceição do Coité, e divulgada posteriormente em suas redes sociais.
Durante a coletiva, ACM Neto classificou a fala de Jerônimo como um sinal de “insensibilidade e desconhecimento” sobre a gravidade da situação enfrentada pela saúde pública da Bahia.
“Jerônimo, o paciente que vai ao Hospital Clériston Andrade ou a qualquer hospital da Bahia não está indo lá fazer turismo, não está indo lá para diversão. Está indo lá porque quer sobreviver. Sobreviver. E o governador não consegue sequer entender isso”, declarou.
O ex-prefeito ainda ampliou as críticas ao citar indicadores negativos do estado em áreas como segurança, educação, economia e saúde. Segundo ele, há um descompasso entre o discurso do governo e a realidade vivida pela população mais vulnerável.
“Eles ainda têm coragem de dizer que cuidam dos mais pobres. Não é possível. Quem morre na violência é o pobre. Quem morre na fila da regulação é o pobre, que não tem como pagar plano de saúde”, afirmou.
As declarações de ACM Neto repercutiram nas redes sociais e reforçaram o tom de embate político entre oposição e governo sobre a gestão da saúde no estado.
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OPINIÃO DO RETADOR:
Gente, vamos combinar: quando um governador diz que orientou a secretária de Saúde a ‘deixar pacientes no corredor’, a coisa desanda. Corredor nunca foi leito, e tratar isso como algo aceitável é, no mínimo, falta de sensibilidade com quem já sofre demais. A Bahia vive filas enormes, hospitais lotados e uma regulação que não acompanha a demanda. Então, quando uma autoridade fala assim, ela passa a impressão de que esse drama virou normal. E não pode virar normal. Quem paga essa conta é justamente o povo mais pobre, que muitas vezes só precisa de uma chance de sobreviver — e não de mais uma frase infeliz.
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