Baixa adesão marca protesto da esquerda contra anistia aos condenados de 8 de janeiro

Ana Nobrega
Pavimentação

Manifestação liderada por Guilherme Boulos reuniu cerca de 6 mil pessoas na Avenida Paulista e teve adesão abaixo do esperado.

Foto: Estadão


No último domingo (30), a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de um protesto contra o projeto de anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. A manifestação foi liderada pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) e organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, com o apoio de movimentos como o MTST, MST e UNE.

O ato ocorreu em resposta à mobilização realizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde apoiadores defenderam o perdão aos envolvidos na invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília.

Além de rejeitar a anistia, os manifestantes na capital paulista pediram a prisão de Bolsonaro e de seus aliados, acusando-os de tentativa de golpe de Estado em 2022. No entanto, a adesão ao protesto foi considerada baixa, reunindo cerca de 6 mil pessoas, segundo estimativas. O número foi inferior ao registrado em outras manifestações da esquerda nos últimos anos, tornando-se um dos menores do grupo.

A diferença na mobilização ficou evidente ao se comparar com o ato pró-anistia no Rio de Janeiro, que atraiu uma multidão significativamente maior. O contraste gerou debates sobre a capacidade de articulação dos grupos políticos envolvidos. Apesar disso, lideranças da esquerda reforçaram a importância do protesto e seguiram defendendo punições rigorosas para os responsáveis pelos atos antidemocráticos.

Além de São Paulo, manifestações contra a anistia também ocorreram em outras capitais do país.

Foto: Estadão


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