Lula reconhece alta nos preços dos alimentos e cobra ação dos ministros

Ana Nobrega
Pavimentação

Presidente admite impacto da inflação nos alimentos e desafia ministros a garantir preços acessíveis para os trabalhadores.

Foto: Ricardo Stuckert 


Na abertura da reunião ministerial realizada nesta segunda-feira (20), na Granja do Torto, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu a alta nos preços dos alimentos e destacou a urgência de medidas para enfrentar o problema, que, segundo ele, tem afetado negativamente a percepção de seu governo. Durante o discurso, Lula reforçou que a redução da inflação é uma das prioridades para 2025.

“Agora precisamos trabalhar em algo muito importante: reconstruir, unir e colocar comida barata na mesa do trabalhador. Os alimentos estão caros, e todos os ministros sabem disso. É nossa tarefa garantir que o alimento chegue à mesa do povo trabalhador com preços compatíveis ao salário que ele ganha”, declarou o presidente.

Um levantamento da Paraná Pesquisas, divulgado no último sábado (18), revelou que 65,7% dos brasileiros acreditam que os preços nos supermercados subiram desde o início do atual governo. A preocupação é reforçada por dados de 2024, que indicam uma inflação acumulada de 7,64% no setor alimentício, principal responsável pela alta da inflação geral no ano.

Apesar do reconhecimento do presidente sobre o aumento nos preços, alguns eleitores mais fervorosos de Lula negam essa realidade, alegando que os alimentos estariam mais baratos no atual governo. Essa percepção contrasta com a pesquisa recente, que aponta que sete em cada dez brasileiros consideram que os preços nos supermercados pioraram em comparação com períodos anteriores.


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