Brasil inicia 2025 com alta incidência de queimadas

Ana Nobrega
Pavimentação

Número de focos registrados em 2024 foi o maior em 14 anos e o sétimo maior na série histórica do INPE, iniciada em 1999.

Foto: Jader Souza


O Brasil começou 2025 com um cenário preocupante em relação às queimadas. Apenas nos primeiros nove dias do ano, já foram registrados mais de 900 focos de incêndio, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Esse número supera os totais registrados durante todo o mês de janeiro dos anos 2000 e 2001, quando foram identificados 778 e 547 focos, respectivamente.

O ano de 2024 também foi marcado por um recorde alarmante: 278 mil focos de queimadas, o maior número desde 2010, quando o país contabilizou 319 mil focos. Este índice também configura o sétimo maior na série histórica do INPE, iniciada em 1999.

Causas e reações

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a crise foi impulsionada por uma seca excepcional em 2024, considerada a mais severa dos últimos 74 anos. O órgão afirma que a gravidade da situação acelerou respostas dos governos federal e estaduais, incluindo ações de monitoramento e combate às queimadas.

Entretanto, a oposição critica a gestão ambiental e cobra medidas mais eficazes. Parlamentares e ativistas também têm destacado o silêncio de artistas e figuras públicas que, em governos anteriores, se posicionaram ativamente contra as queimadas.

Famosos e engajamento

Durante a gestão de Jair Bolsonaro, personalidades como Taís Araújo, Camila Pitanga, Bruna Marquezine, Anitta, Lewis Hamilton e Nando Reis exerceram grande influência na denúncia de problemas ambientais. Na época, muitos gravaram vídeos e publicaram mensagens de indignação nas redes sociais, culpando o governo pelas queimadas.

“Já passou da hora de nos importarmos e salvarmos o que ainda nos resta do amanhã. Falar sobre isso é apenas o primeiro passo”, escreveu a atriz Taís Araújo em um texto divulgado no Instagram à época.

A falta de mobilização atual por parte dessas figuras reacendeu o debate sobre o papel de influenciadores e artistas na conscientização ambiental, especialmente em um momento em que o país enfrenta novos recordes de destruição ambiental.

Enquanto isso, o Brasil encara o desafio de equilibrar respostas rápidas à crise ambiental com estratégias de longo prazo para mitigar os impactos das queimadas e mudanças climáticas.


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