
📷 IF Baiano – Serrinha/AP
Nos últimos meses, as universidades e institutos federais têm sido palco de uma importante manifestação: a greve. Esse movimento, protagonizado por professores, estudantes e servidores, levanta questões cruciais sobre o financiamento da educação, condições de trabalho e a autonomia das instituições de ensino.
Uma das principais demandas dos grevistas é a reversão dos cortes orçamentários que têm impactado diretamente o funcionamento das universidades e institutos federais. Esses cortes comprometem não apenas a qualidade do ensino, mas também a pesquisa e extensão, áreas fundamentais para o desenvolvimento do país. Além disso, os grevistas pedem a reestruturação da carreira, a recomposição do orçamento da Educação e dos reajustes salariais da categoria.
A greve também busca melhores condições de trabalho para os servidores e professores, que muitas vezes enfrentam sobrecarga, baixos salários e falta de infraestrutura adequada para desempenhar suas funções.
A mobilização nas universidades e institutos federais é uma forma legítima de protesto e de defesa da educação pública de qualidade. É através do diálogo e da pressão política que se pode alcançar avanços significativos nas políticas educacionais.
É importante que toda a sociedade esteja atenta e apoie as reivindicações dos grevistas, pois a luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade é uma responsabilidade de todos nós. Juntos, podemos garantir que as universidades e institutos federais cumpram seu papel fundamental na construção de um futuro melhor para o país.
BAHIA
Em assembleia realizada no final da manhã da última quarta-feira (11), os professores da rede estadual da Bahia decidiram entrar em greve por tempo indeterminado para forçar o governo a conceder um reajuste salarial de 22,22% e garantir a implantação do piso salarial da categoria, que é de R$ 1.451. Após a decretação da greve, que pode afetar cerca de 1,5 milhão de alunos nos 417 municípios da Bahia, os professores fizeram uma manifestação no centro de Salvador.
Em nota, a Secretaria da Educação informou “que todos os professores da rede estadual de ensino receberão o piso nacional estabelecido em lei. Segundo a secretaria, “o projeto de lei que garante o pagamento do piso para 5.210 professores de nível médio (carreira em extinção), que ficaram com os salários abaixo do novo patamar nacional, será enviado nesta quarta-feira à Assembleia Legislativa”. A nota informa, ainda, que as secretarias da Administração e Educação “asseguram que o cumprimento do piso nacional na Bahia é um compromisso do governo.”
A vice-coordenadora da APLB (Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia), Marilene Betros, afirmou que os professores negociam o pagamento do piso nacional com o governo “há muito tempo”. “O governador [Jaques Wagner] alega que não tem dinheiro, mas faz propaganda todos os dias dizendo que a educação da Bahia melhorou, o que não corresponde à realidade.”
Segundo a APLB, todos os 45 mil professores da rede estadual aderiram à greve. “Nossa greve é mais do que justa, porque o governo não cumpriu a promessa de reajustar os nossos salários”, disse Rui Oliveira, presidente da APLB.


