Jerônimo solicita novo empréstimo de R$ 2,8 bi, ultrapassando marca dos R$ 10 bilhões em pedidos na AL-BA

Ana Nobrega
Pavimentação

Novo pedido de empréstimo de Jerônimo Rodrigues eleva endividamento do estado e levanta questionamentos sobre gestão financeira e transparência.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) seu 15º pedido de empréstimo, somando um total de mais de R$ 10 bilhões em operações de crédito durante seus primeiros dois anos de mandato. Dois dias após a AL-BA aprovar financiamentos de R$ 1,6 bilhão, Jerônimo solicitou autorização para contratar um novo empréstimo, desta vez de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O projeto de financiamento, que contará com garantia da União, visa destinar os recursos ao Programa de Consolidação Fiscal, Eficiência Energética e Conectividade (PROCONGES). Segundo o documento encaminhado à AL-BA, os recursos serão aplicados na consolidação fiscal, gestão financeira e melhoria da eficiência energética do estado, além da ampliação da conectividade.

Na última terça-feira (29), a AL-BA já havia aprovado dois empréstimos, totalizando R$ 1,6 bilhão. A soma dos pedidos de Jerônimo em menos de dois anos de governo equipara-se ao total solicitado pelo ex-governador Rui Costa (PT) ao longo de seus oito anos de mandato, revelando um ritmo de endividamento sem precedentes.

Para críticos, a gestão financeira de Jerônimo levanta preocupações sobre a estabilidade das contas públicas. Sem sinais de transparência e governança clara, a política de endividamento tem despertado temores de descontrole nas finanças estaduais. “O governador parece ter perdido a noção da razoabilidade”, aponta um analista. “Se continuar nesse ritmo, logo estaremos com uma ‘secretaria estadual de empréstimos’.”

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