Alta do dólar ampliou a defasagem dos combustíveis em relação ao mercado internacional; reajustes podem pressionar o frete e a inflação.
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O Conselho de Administração da Petrobras cobrou da diretoria um plano para reajustar os preços do diesel e da gasolina nas refinarias. A cobrança ocorreu na segunda-feira (26), na primeira reunião após o segundo turno das eleições. A decisão sobre quando e quanto aumentar cabe à diretoria da estatal.
A alta do dólar ampliou a diferença entre os preços internos e os praticados no mercado internacional. Segundo a Abicom, a defasagem chega a 127% no diesel e 32% na gasolina.
Para conter os preços, o governo mantém subsídios ao diesel e reduziu a zero os tributos federais PIS, Cofins e Cide sobre a gasolina. Segundo estimativa da XP, os subsídios custam cerca de R$ 9 bilhões por mês.
Ainda não há definição sobre o tamanho do reajuste nem sobre a continuidade dos subsídios após os próximos 30 dias.
Uma eventual alta do diesel pode encarecer o transporte de cargas e pressionar os preços de alimentos e outros produtos. O cenário também preocupa pelo impacto dos subsídios nas contas públicas, às vésperas da reunião do Copom, prevista para os dias 3 e 4 de novembro.
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