Irmãos morreram carbonizados após incêndio em residência no bairro Ginásio; mãe segue presa preventivamente.

Foto: Reprodução/TV Subaé
Os corpos das três crianças que morreram em um incêndio no município de Serrinha foram enterrados sob forte comoção por volta das 9h desta quinta-feira (21), no Cemitério Paroquial da cidade. Familiares, amigos e moradores acompanharam a despedida marcada por tristeza e emoção.
As vítimas foram veladas na funerária Pafac, após a liberação dos corpos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), ocorrida na quarta-feira (20). A identificação formal das crianças foi realizada por meio de exames de DNA. Segundo apuração da TV Subaé, os resultados dos testes ficaram prontos no início desta semana.
O incêndio aconteceu no dia 3 de maio, no bairro Ginásio, em Serrinha. As crianças morreram carbonizadas dentro da casa onde moravam. As vítimas foram identificadas como Jeremias de Jesus Borges, de 6 anos; Samuel Nascimento de Almeida, de 4 anos; e Ismael Nascimento de Jesus Borges, de apenas 11 meses.
De acordo com a Polícia Civil, o fogo teria começado após uma das crianças atear fogo em um colchão enquanto brincava com um isqueiro dentro da residência.
Uma quarta criança, uma menina de 7 anos, ainda tentou salvar os irmãos, mas não conseguiu. Ela saiu da casa pedindo socorro e foi socorrida para uma unidade de saúde com ferimentos leves.
O pai das vítimas, identificado como Joselito, afirmou ter recebido a notícia da tragédia por telefone. Segundo ele, havia planos para levar os filhos para morar com ele no próximo mês de junho.
A mãe das crianças, Cristina Nascimento de Jesus, de 27 anos, foi presa após o incêndio. Conforme a Polícia Militar, ela relatou ter saído de casa na noite anterior à tragédia para “distrair a cabeça” em uma festa, retornando apenas na manhã seguinte.
Cristina foi autuada em flagrante por abandono de incapaz. Após audiência de custódia realizada no dia 4 de maio, a prisão foi convertida em preventiva, e ela foi encaminhada para o Conjunto Penal de Feira de Santana.
Segundo a polícia, a mulher poderá responder por abandono de incapaz com resultado de morte, crime cuja pena varia de quatro a 12 anos de reclusão.

Foto: Reprodução/TV Subaé
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